Iniciativa garante refeições saudáveis, acessíveis e fortalece o vínculo com a cultura e os alimentos da região
Nesta quinta-feira (16/10), é celebrado o Dia Mundial da Alimentação, que neste ano traz como tema “De Mãos Dadas por Melhores Alimentos e Um Futuro Melhor”, estabelecido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). A data tem como objetivo incentivar a cooperação global por um futuro sustentável e com segurança alimentar.
No Amazonas, o Programa Prato Cheio, executado pelo Governo do Estado, com apoio da AADESAM (Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental), tem sido um dos principais aliados no combate à fome e na promoção da segurança alimentar de milhares de famílias em situação de vulnerabilidade.
Coordenado pela Secretaria Executiva Adjunta de Segurança Alimentar e Nutricional (Seasan), vinculada à Secretaria de Estado da Assistência Social e Combate à Fome (Seas), o programa se consolidou como referência nacional, servindo de modelo para iniciativas semelhantes em outras regiões do país. Atualmente, o Prato Cheio conta com 44 unidades, entre restaurantes e cozinhas populares, distribuídas em todo o estado. Somente neste ano, já foram servidas mais de 3,3 milhões de refeições, sendo 1,6 milhão na capital e 1,6 milhão no interior.
A secretária executiva adjunta de Segurança Alimentar e Nutricional, Lane Edwards, destaca que o programa desempenha um papel essencial na redução da fome e na promoção da saúde alimentar no Amazonas.
“O Prato Cheio é um programa transformador para as famílias em situação de vulnerabilidade e contribui diretamente para a segurança alimentar e o combate à fome no Amazonas. Por meio dele, o Governo do Estado garante dignidade e alimentação para a população”, ressaltou Lane.
Neste ano, o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome, um avanço significativo nas políticas públicas de segurança alimentar. No Amazonas, o Prato Cheio tem contribuído para esse resultado ao garantir o acesso diário a refeições de qualidade e acessíveis para quem mais precisa.
De acordo com a nutricionista Maria Célia Cerdeira da Rocha, da Gerência de Segurança Alimentar e Nutricional (Gsan/Seas), o foco do programa é garantir uma alimentação digna, saudável e sustentável.
“Sair novamente do Mapa da Fome representa um avanço importante para o país, pois demonstra que as políticas públicas de segurança alimentar estão contribuindo para ampliar o acesso à alimentação adequada. O programa Prato Cheio tem papel essencial nesse cenário ao oferecer refeições equilibradas, seguras e nutricionalmente adequadas à população em situação de vulnerabilidade”, afirmou.
Segurança na alimentação e dignidade para quem mais precisa
Para Otávio Fernandes, de 66 anos, que frequenta a unidade do Prato Cheio no bairro São José, zona Leste de Manaus, o programa representa mais do que acesso a uma refeição saudável — é um apoio essencial para quem enfrenta dificuldades financeiras.
“Pra quem não tem condições de pagar por uma alimentação saudável, o Prato Cheio é a solução. É uma comida boa, nutritiva. Para mim, significa segurança alimentar e a certeza de ter uma refeição todos os dias”, relatou.
Já Francisco Maia de Almeida, de 67 anos, frequenta o programa há mais de dois anos e reforça a importância da iniciativa.
“O Prato Cheio representa muitas coisas boas. É a chance de alimentar o corpo e é realmente importante na nossa vida. Agradeço a Deus por esse programa existir, vale muito a pena”, afirmou.
Cardápio saudável e valorização da cultura regional
A elaboração dos cardápios nas unidades do Prato Cheio é feita por uma equipe técnica de nutricionistas, que planeja as refeições de forma equilibrada, segura e adequada às necessidades da população atendida.
As refeições seguem as orientações do Guia Alimentar para a População Brasileira, priorizando ingredientes frescos e minimamente processados, além de respeitar os hábitos e tradições alimentares do povo amazonense.
Segundo a nutricionista Maria Célia, incluir alimentos regionais no cardápio é também uma forma de valorizar a cultura e a sustentabilidade.
“A utilização de alimentos regionais, além de valorizar a cultura local, fortalece a economia da região e garante uma alimentação mais fresca, nutritiva e sustentável”, explicou.
Unidades e funcionamento
O programa conta com restaurantes populares e cozinhas populares.
Os restaurantes funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h, oferecendo refeições completas, acessíveis e de qualidade, enquanto as cozinhas populares distribuem sopas nutritivas gratuitamente, garantindo 1 litro de alimento por pessoa, de segunda a sábado, no mesmo horário.

